_Vejam! _apontou Miguel para uma grande casa no meio do denso campo.
_Uau!! _exclamaram os gémeos Lara e Fábio.
_Vamos investigar a casa _disse Paulo.
Estas quatro personagens fazem parte de um "grupo" de investigadores. Eles denominam-se por Quarteto Maravilha e é assim que todos os habitantes de Vila Franca de Xira. Estas quatro personagens tinham 16 anos e andavam na mesma turma. Paulo e Lara gostavam um do outro embora não o admitissem e Miguel e Fábio que já se tinham apercebido de tudo fingiam não saber de nada.
_Será que não deviamos ficar por uns tempos a rondar aqui fora a ver se alguém entra ou sai da casa? _interrogou Lara.
_Qual rondar qual quê?! Vamos investigar e ponto! _exclamou Paulo impaciente.
_A Lara tem razão. _disse Fábio.
_Não fosses tu defender a tua irmãzinha! Nem sei o que ela faz no nosso grupo. Uma rapariguinha como ela no meio de três homens! _exclamou Paulo que nunca tinha gostado da ideia de uma rapariga fazer parte do grupo deles.
_Aqui a rapariguinha, tens mais juízo que vocês os três juntos! _declarou Lara num tom irónico.
Assim que Paulo ouviu isto atirou-se para cima de Lara. Miguel, que até agora tinha estado calado a observar aquele disparate todo, deu um soco no braço do Paulo e tirou-o de cima dela.
_Lá estás tu a defender a donzela! Ela faz-se de santa, mas de santa não tem nada! _Gritou Paulo furioso.
_Vê como falas da minha irmã! _sibilou Fábio.
Lara limoutou-se simplesmente a sorrir.
_Já acabaram com a estupidez ou vai demorar? _perguntou impacientemente Miguel.
_Já acabou. _disseram em coro Lara e Paulo.
_Muito bem! _exclamou Miguel. _A Lara tem razão _olhou de lado para o Paulo _vamos fazer uma ronda apartir de amanhã. Como saímos às 13:15 reunimo-nos na casa dos gémeos às 14:15. Se vocês não se importarem claro. _os gémeos fizeram que não com a cabeça _ Voltamos para aqui e de uma em uma hora fazemos turnos de dois. Primeiro eu e o Fábio depois a Lara e o Paulo.
_Porque é que eu vou ter que andar a vigiar com essa aí? _resmungou Paulo.
_Simplesmente, porque eu sou o chefe, vocês decicidiram, e têm de fazer o que eu mando. _sublinhou Miguel.
Os outros todos acenaram com a cabeça.
No dia seguinte como combinado foram ter à casa dos gémeos. Daí foram ter ao denso campo onde estava a casa que queriam vigiar.
O Fábio e o Miguel ficaram a primeira hora e não assistiram a nenhum movimento na casa. Na hora seguinte, foi a vez do Paulo e da Lara, que embora contrariados, ficaram de vigia não tendo sucesso como os primeiros. Às 16:15 o Miguel e o Fábio foram ter com o Paulo e com a Lara. Ficaram desulados com o insucesso que tinham tido, mas rapidamente pensaram que isto se devia ao facto de não existir ninguém naquela casa. Não tendo bem a certeza de estarem certos combinaram ficar no local até às 18:00. Se não houvesse movimento na casa até essas horas eles iriam investigá-la no dia seguinte.
Entreteram-se jogando às cartas, fazendo adivinhas, contando anedotas e falarem sobre o que será que iriam encontrar dentro da casa.
_Aposto que vamos encontrar, na cave, um tesouro de um pirata! _exclamou Paulo que sempre tinha tido muita imaginação.
_És mesmo criançinha! Os piratas não existem! _gritou Lara.
_Só porque não os viste não significa que não existem. _continuou Paulo.
_Se existisse piratas já te tinham cortado a cabeça por seres tão irritante! _exclamou Lara.
_Podiam parar com a discussão? _interrompeu Fábio.
_Os outros dois limitaram-se a olhar um para o outro sem proferir uma única palavra.
Chegadas as 18:00 da tarde foram para casa vendo que não valia a pena lá estar pois ninguém morava naquela casa. No dia seguinte iriam investigá-la. O que eles não contavam é que o perigo estava mais próximo do que imaginavam.
O dia na escola foi de muita agitação. O quarteto reunia-se em todos os intervalos para falar sobre a casa. Combinaram que às 16:40 estariam todos em frente à casa para a investigar com todo o material necessário: luvas, lanterna, máquina fotográfica (pois poderiam encontrar algo de interessante) e walkitoques.
À hora combinada estavam todos em frente à casa prontos para investigar.
Como Miguel era o chefe e adorava usar isso para dar ordens aos outros decidiram que ele sendo o chefe deveria ser o primeiro a entrar na casa.
Miguel com um ar valentão abriu a porta da casa e entrou. Não vendo nada suspeito mandou o resto do grupo entrar.
Estavam no meio de uma grande sala com um enorme sofá enconstado a uma parede com uma janela gigante. Do outro lado estava uma estante enorme com vários livros de aspeto antigo. No meio da sala tinha uma bolsa de sangue, daquelas que há no hospital. O quarteto fico estupefacto a olhar para aquele objeto.
_Vocês estão a ver o mesmo que eu? _perguntou Lara com a voz trémula agarrando-se a Paulo.
_Sim! _exclamaram os outros três em coro. Paulo apertou Lara com força.
_Está ali um rasto de sangue! _gritou Miguel.
_Vamos segui-lo. _disse Fábio destemido.
_Vai tu! _disse Lara.
_E é se queres! _opinou Paulo.
_Vocês são todos uma cambada de medricas! Eu vou sozinho! _e valente começou a subir a enorme escadaria.
Os três foram atrás. Embora reciosos não iriam deixar o amigo sozinho, sem proteção, subir as escadas e possivelmente encontrar a morte certa.
Nas enormes escadas estava escuridão total. A parede estava revestida de quadros e a enorme escadaria estava revestida com uma carpete de veludo vermelho.
Quando chegaram ao cimo da escadaria viram uma porta entre aberta. Espreitarm lá para dentro e estava tudo escuro. Engoliram em seco.
Abriram a porta que fez um ruído agudo. Dentro da pequena divisão continha apenas um caixão. Os quatro intrusos ficaram petrificados, com os olhos muito arregalados e pálidos que nem cal a olhar para o caixão. Em seguida olharam uns para os outros, à espera de uma reação. Nem um único movimento, nem um único barulho chegou dos seus corpos sem um pingo de sangue.
De repente Lara mexeu-se. Entrou no quarto. Paulo agarrou-a com a mão como quem diz : "Não entres aí!". Lara soltou-se e entrou. Quando chegou junto ao caixão viu um corpo imóvel, pálido, com a boca suja de sangue. De repente os olhos, daquilo que ela julgava ser um defunto, abriram-se. Um olhar vazio, sedento de sangue. Lara gritou.
O individuo levantou-se e sorriu. Um sorriso brilhante, encantador, charmoso e perigoso. Os seus dentes eram banstante afiados. Num segundo estava junto ao caixão e no outro já estava atrás de Lara.
_É um vampiro! _gritou Fábio que até então juntamente com os outros dois tinham admirado aquela cena sem um único movimento ou ruído.
_Vejos que estás atento aos promenores _sorriu o vampiro saltando para cima de Fábio abocanhado-lhe o pescoço. Num ato de desespero Miguel pegou numa fagulha de madeira e espetou no braço do vampiro. Este gritou de aflição. Paulo foi a correr buscar Lara e desceu a correr escadas abaixo com ela às cavalitas. Fábio deu um pontapé no estomâgo do vampiro e Miguel aproveitou a opurtonidade para lhe espetar outra fagulha, desta vez na garganta.
Os dois olharam em redor para ver a saída mais próxima. O vampiro estava no início das escadas e do outro lado do corrredor estava outro lanço de escadas. Os dois rapazes foram a correr e subiram as escadas.
No cimo das escadas estava uma porta, eles abriram-na. A porta dava para um enorme terraço.
Os rapazes foram para a rua e procuram algo que os ajudasse a desxer. A casa tinha dois andares e eles estavam no segundo.
A pora abriu-se e o vampiro atravessou-a. Com um andar elegante e com um sorriso sínico foi em direção de Miguel.
_Deves julgar-te muito esperto! _afirmou o vampiro. _Mas isso não vai durar muito tempo.ç
Não se ouviu uma única palavra do ouvinte.
Cá embaixo Lara e Paulo olhavam aquela cena estupefactos.
Fábio olhou à sua volta e viu um objeto metálico afiado.
Pegou-o de fininho foi para trás do vampiro e espetou o objeto nas suas costas. Juntamente com Miguel desceu as escadas a correr. Até chegarem junto dos amigos não proeriram uma palavra. Assim que Lara viu o irmão são e salvo abraçou-o e beijou-o chorando de emoção.
A seguir abraçou os outros dois com mil e um sorrissos na cara e mil e um obrigados. Especialmente a Miguel por ter salvo o seu irmão.
Paulo aproveitou a oportunidade para se declarar a Lara. Esta com um enorme sorriso também se declarou. Deram um pequeno beijo e Fábio ficou a olhar para eles muito sério enquanto Miguel ria dando palmadinhas nas costas do amigo e dizia:
_Ganhas-te um novo cunhado! Já não era sem tempo.
Fábio chegou ao pé de Paulo e deu-lhe um grande murro no peito que fez com que este caísse no chão.
_Para que é que foi isso?! _perguntou Paulo com os olhos muito abertos levantando-se do chão.
_São as boas vindas à familia. _respondeu Fábio a rir.
O grupo deu um grande abraço e foram para casa. Combinaram a tocar mais voltar a falar no assunto.
<3
ResponderEliminargostas te da história? :)
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