Num longínquo bosque,
denominado por "Bosque dos 100 Acres" vivia um pequeno eucalipto, era
o eucalipto mais pequeno do bosque.
Todos os anos, por
volta de junho, os homens iam abater árvores para as transformar em livros.
Exceto o nosso pequeno eucalipto que todos os dias se lamentava por estar preso
à terra.
O sol, as nuvens, as
outras árvores e até os pequenos animais que ali co-habitavam, ralhavam com o
pequeno eucalipto por tais lamentações.
Certo dia, apareceu
por lá uma rapariga. Ela era morena, olhos verdes e cabelo encaracolado preto.
Esta menina trazia na mão um objeto estranho, meio prateado. Ela apontou para o
pequeno eucalipto, carregou num botão e saiu uma luz forte. A menina ficou lá
até ao anoitecer.
Todos os dias a
menina repetia isto, até que o pequeno eucalipto esqueceu-se da paranóia dos
livros.
Passado cinco anos os
homens apareceram num bosque e cortaram o eucalipto. A menina ficou muito
triste e fartou-se de lamentar. Nesse dia, foi visto, pela primeira vez, uma
árvore chorar.
O eucalipto foi
transformado em livro e levado para uma papelaria onde permaneceu durante 10
longos anos. Todos as manhãs relembrava a vida no bosque e todas as noites
sonhava estar nos braços de um leitor. Até que um dia uma mulher de olhos
verdes, morena, de cabelo preto e com um tal objeto estranho prateado entrou na
papelaria e compra aquele livro. Ter comprado este livro não foi ao acaso.
Assim que o viu, reconheceu o pequeno eucalipto.
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